Serra pede melhorias na saúde e Lula reclama de fim da CPMF

BRASÍLIA (Reuters) - O governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, defendeu nesta quinta-feira melhorias no sistema de saúde brasileiro, mas ouviu na sequência uma crítica à oposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo fim da CPMF. Os dois participaram de uma cerimônia de entrega de ambulâncias a prefeituras paulistas, em Tatuí (SP). A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata a presidente pelo PT, também estava no evento.

iG São Paulo com Reuters |

"Nós temos que aperfeiçoar o nosso sistema de saúde. Temos que torná-lo cada vez melhor, cada vez com o atendimento de primeira classe", discursou Serra, ex-ministro da Saúde durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

"Podemos ter em avião primeira classe, segunda classe e classe turista, mas não podemos ter na saúde serviço de primeira e serviço de segunda classe. Saúde tem que ser serviço de primeira classe para todo mundo e esse é um trabalho que nós estamos perseguindo", destacou o tucano.

Em seguida, entretanto, o governador paulista ouviu do presidente uma queixa sobre a oposição, que em 2007 conseguiu no Senado impedir a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira).

Parte dos R$ 40 bilhões arrecadados pelo tributo era destinada à saúde. Para Lula, a postura dos senadores de oposição foi uma "mesquinharia". A oposição, na ocasião, alegou que o tributo havia sido criado de maneira provisória, que os recursos não eram destinados à Saúde e que a carga tributária estava excessivamente alta. Com isso, juntou forças e conseguiu barrar a renovação da CPMF.

"Fiquei muito magoado e ofendido quando a minha oposição no Senado derrubou a CPMF. Eu não conheço um empresário no Brasil que reduziu do custo do seu produto 0,38%, que é o que a gente pagava no cheque", afirmou o presidente, referindo-se à alíquota cobrada sobre as movimentações financeiras.

"Quem quer que seja o presidente da República depois de mim vai ter que discutir mais dinheiro para a saúde. Não tem alternativa. Não é possível fazer saúde neste país sem dinheiro, custa caro", acrescentou.

O presidente sugeriu ainda que o Ministério da Saúde apresente uma proposta para a compra de aviões e helicópteros para o transporte de doentes de lugares mais distantes e com enfermidades graves.

Segundo pesquisas, este tema é um dos poucos em que o governo federal não aparece bem avaliado pela população.

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