Serra paga o preço por não assumir disputa, diz Thame

O presidente estadual do PSDB em São Paulo, deputado Mendes Thame, admitiu hoje que o possível candidato tucano à presidência da República, o governador José Serra (PSDB-SP), paga o preço por ainda não ter confirmado o seu nome para a disputa. Foi uma opção do governador governar o Estado em tempo integral.

Agência Estado |

Isso tem um ônus, paga-se por ele", afirmou Thame. "Quem governa não tem tempo de fazer campanha. Quem não faz campanha não ganha voto", acrescentou.

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O deputado e presidente estadual do PSDB, Antonio Carlos Mendes Thamer, preside a reunião para discutir as estratégias e o planejamento do partido.


A avaliação de Thame precedeu aquela que seria a primeira reunião de mobilização para a campanha presidencial deste ano, no diretório estadual do PSDB, na capital paulista. O encontro reuniria lideranças das 48 regionais do partido no Estado, mas acabou sendo dividido em três reuniões. A primeira delas acontece hoje com representantes de sete regionais da região metropolitana de São Paulo, de Santos e de Campinas.

Eram esperados, inicialmente, 90 convidados. Com a mudança, compareceram não mais que 50. Segundo Thame, a fragmentação foi necessária para "maximizar os resultados" das conversas. De acordo com ele, "foi dada uma dimensão quase sobrenatural à reunião". "Deu-se a entender que era uma reunião para tratar estratégias de campanha, mas o partido não coordena campanha. Nós cuidamos da infantaria, de mobilizar os filiados."

Questionado sobre quem teria dado essa conotação ao encontro de hoje, Thame desconversou. "Por conta do momento político, alguns companheiros imaginaram." A alteração da estrutura da reunião foi comunicada desde sexta-feira aos convidados por e-mail. Thame reconheceu que os integrantes do encontro falarão sobre política e as candidaturas estadual e federal do partido.

Ansiedade

A resistência de José Serra em assumir a sua eventual candidatura à presidência vem causando ansiedade entre os tucanos. "Há uma grande ansiedades em todos nós, do PSDB, para começar a pré-campanha", reconheceu Mendes Thame. Questionado se o partido já manifestou esse sentimento a Serra, o deputado evitou polêmica. "Serra acompanha a ansiedade do partido pelos jornais. Não temos de fazer essa pressão", disse o presidente estadual do PSDB. "Compartilho da decisão de Serra, de governar mesmo com custo político".

Um dos participantes da reunião, o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), também procurou endossar a decisão do governador paulista de adiar a candidatura até o último prazo possível. "Nosso governador tem razão. Não se pode ao mesmo tempo fazer campanha e ação do governo", disse Aníbal. "Nenhuma dificuldade adicional se coloca pelo fato de o nosso candidato só assumir a candidatura a partir da data de desincompatibilização", disse.

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