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Serra nega viés político no anúncio do PAC paulista

Na apresentação do pacote de medidas para estimular a economia paulista, realizado hoje no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), procurou desvincular a iniciativa da corrida sucessória à presidência da República em 2010. Não politizamos medidas, elas não têm conotação política, mas social.

Agência Estado |

O emprego é a variável chave para uma família", disse o governador, no discurso do anúncio do chamado "PAC paulista".

Além de negar que as medidas tenham viés político, o governador afirmou que está cumprindo a sua parte no comando do Estado. "Não para aparecer, mas porque é nossa obrigação." Indiretamente, ele respondeu às críticas que estão sendo feitas por setores do PT de que sua administração não havia adotado nenhuma medida de combate à crise financeira global. "Começamos a fazer há muito tempo, fazendo um orçamento austero". "É um orçamento de austeridade, mas de desenvolvimento ao mesmo tempo, porque grande parte dele é dedicada a investimentos na administração direta, autarquias e empresas. Um orçamento austero e desenvolvimentista ao mesmo tempo."

No anúncio do "PAC paulista", denominação refutada por Serra, o governador disse também que é preciso frear a crise para que ela não tome conta do Brasil, "porque aí não vai haver discurso capaz de freá-la." "Não precisamos de discurso, mas de medidas. Isso não e monopólio de São Paulo, outros Estados também estão fazendo." O tucano reconheceu ainda que algumas medidas de combate à crise financeira global não estão na alçada dos Estados, mas dependem de ações do governo federal. "Em São Paulo nós temos um governo estadual, ele não tem política monetária, nem política cambial e nem mega instituições de crédito."

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