pesquisa Ibope, divulgado nesta quarta-feira, mas nacionalizou o discurso em evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual." / pesquisa Ibope, divulgado nesta quarta-feira, mas nacionalizou o discurso em evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual." /

Serra não comenta pesquisa e critica projeto de royalties do petróleo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não comentou diretamente o resultado da http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/03/17/cniibope+mostra+serra+a+frente+de+dilma+mas+em+queda+9430488.htmlpesquisa Ibope, divulgado nesta quarta-feira, mas nacionalizou o discurso em evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

"Eu não comento pesquisas, nem quando estou disparado, nem quando não estou disparado. Pesquisa, até outubro, novembro eu nunca irei comentar. Nenhuma", afirmou o governador, que ainda não se declarou oficialmente candidato a Presidente da República, mas deve concorrer contra a ministra Dilma Rousseff (PT).

Mas, diferentemente de dias anteriores, posicionou-se a respeito do projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que prevê a redistribuição dos direitos de exploração do petróleo, o que provocou reação de Estados produtores, mais notadamente o Rio de Janeiro. O governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), aliado do governo federal, criticou o projeto e ameaçou rompimento político a menos que a decisão seja revista no Senado.

"Eu não conhecia o projeto. Mandei buscar em Brasília e o li. Acho uma preocupação correta de ter os benefícios do petróleo para todo o Brasil, mas acho que da forma atual arruina o Estado do Rio de Janeiro e o do Espírito Santo, portanto é inaceitável. Isso só foi votado na Câmara e não se sabia bem o que estava sendo votado. Eu espero que o Senado agora reconsidere o assunto. Acho legítimo entregar recurso do petróleo para o Brasil, mas isso não pode se fazer liquidando dois Estados. Não é só o pré-sal do futuro, o projeto alterou o projeto atual de distribuição inclusive do petróleo nas plataformas. Isso significaria quebrar dois governos estaduais. O projeto não tem cabimento, neste sentido", afirmou.

Antes, o governador havia lançado uma nova fase do Programa Estadual de Qualificação Profissional, que prevê, a partir de recursos próprios de São Paulo, o pagamento de uma bolsa auxílio e o ingresso em cursos de requalificação par a aqueles que perderam emprego.

"Este programa social enfrenta o problema número um do País que é a questão do emprego, do trabalhador poder levar renda para sua família", afirmou Serra, em discurso. Ele exaltou as realizações de seu governo na área. Segundo a pesquisa Ibope de hoje, 60% dos brasileiros aprovam a forma como o governo federal lida com a questão do desemprego, enquanto 37% desaprovam.

O secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM), disse que o dinheiro empregado (cerca de R$ 170 milhões) na requalificação de trabalhadores de 30 a 59 anos não encontra paralelo no Brasil. "O senhor também poderá dizer que nunca na história desse País isso havia acontecido", brincou Afif, em referência a uma linguagem utilizada em diversos discursos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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