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Serra: governo federal empata melhorias em aeroportos

Possível candidato do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, José Serra, cobrou hoje do governo federal, em discurso, melhorias na estrutura de aeroportos e do setor de turismo no País. Para o tucano, os aeroportos, de responsabilidade da União, são um tremendo ponto de estrangulamento, o processo de concessão de Viracopos, em Campinas, não avançou nada e a proposta paulista de concessão dos terminais regionais foi empatada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Agência Estado |

Em cerimônia para lançamento da Empresa Paulista de Turismo e Eventos, no Palácio dos Bandeirantes, Serra lançou mão de um discurso com tema nacional a uma plateia de 300 pessoas para criticar a atuação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sem citar o nome do petista. "O turismo no Brasil é uma atividade estagnada há uma década."

O tucano reclamou da demora do governo federal em ampliar os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e de Viracopos, em Campinas. Para Serra, a indefinição trava iniciativas estaduais. "Nosso projeto de um trem expresso para Cumbica não anda porque não temos garantia do governo federal sobre a construção do terminal 3. A falta dessa segurança prejudica a Parceria Público Privada (PPP)", disse. Serra cobrou celeridade na concessão de Viracopos: "Sem concessão não vai funcionar."

No ano passado, Serra enviou à Anac uma proposta para concessão dos 31 aeroportos regionais, que são do governo federal, mas estão sob administração do Estado de São Paulo. "Nosso modelo não foi aprovado pela Anac. Está empatado. Isso poderia já estar sendo feito há um ano", queixou-se. "O Estado não tem dinheiro para investir centenas de milhões de reais em cada aeroporto. Não é nossa função. A iniciativa privada tem interesse em administrá-los, pois são aeroportos economicamente sustentáveis."

Déficit

O presidenciável apontou um déficit entre o gasto dos turistas brasileiros no exterior e o dos estrangeiros no Brasil. "Os turistas brasileiros no exterior gastam US$ 11 bilhões. Os estrangeiros no Brasil, US$ 5 bilhões. Isso dá um déficit superior a US$ 5 bilhões. É de ficar abismado."

Para Serra, a União costuma anunciar esses dados de uma forma que pareçam favoráveis sem, de fato, serem. "O governo federal apresenta o volume de ingresso (de dinheiro, vindo dos turistas estrangeiros) em dólar. Com a sobrevalorização cambial, o número, em reais, fica mais ou menos constante", disse. "Política de turismo não se faz com números que não expressam uma realidade boa apresentados como tal."

O governador tomou para si os créditos pelo "deslanche" do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), na administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa oferece a Estados e municípios uma linha de crédito para investimentos em turismo. "Quando eu fui ministro do Planejamento (1995-1996), o Prodetur estava encalacrado", disse Serra. "Colocamos o BNDES para financiar a parte do empréstimo do BID a ser paga pelos governos estaduais. Foi o que deslanchou o programa."

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