Serra fará balanço em tom emotivo ao deixar governo

Menos números, mais emoção. Discurso de exaltação ao próprio governo. Mais de quatro mil convidados. Elogios a sua equipe. Esse é o cenário montado para a tarde desta quarta-feira, quando o governador José Serra (PSDB) fará um balanço de sua gestão à frente do Estado de São Paulo desde 2007. O tucano deixará o posto para concorrer à Presidência da República.

iG São Paulo |

Serra costuma citar cifras e estatísticas em seus discursos. Nesta quarta, disse que será diferente, preferindo uma prestação de contas em tom político, o que lhe permitiria uma entonação mais emotiva. "Eu não vou fazer balanço. Numeralha não vai ter", afirmou o governador.

O convite distribuído para a cerimônia enfatiza que se trata de um balanço da gestão tucana nos últimos sete anos. Com isso, Serra pretende trazer para a vitrine o seu antecessor Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB ao próprio governo de São Paulo nas eleições de outubro deste ano.

O PSDB mobilizou 5 mil militantes para prestigiar a cerimônia em que Serra anunciará a saída do governo e, por tabela, assumirá a candidatura presidencial. A ideia é mostrar que, no cenário nacional, ele "fará acontecer" muito mais por São Paulo e pelo Brasil. Em seu discurso na terça-feira, durante inauguração do trecho Sul do Rodoanel, o governador já deu mostras de como deve ser a sua estratégia: elogiou o presidente Lula, mas se exibiu como tocador de obras, com grande experiência administrativa e que iria replicar feitos de sua gestão por todo o País.

Para a cerimônia foram convidados prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, partidários do PSDB em todo o país e militantes tucanos. Foi recomendado, porém, que não sejam levados símbolos do partido. A cerimônia acontece no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, e a preocupação do partido é que a Justiça Eleitoral possa entender o evento como antecipação de campanha, o que estaria sujeito a punição.

A carta de renúncia de Serra deve chegar a Assembleia Legislativa na sexta-feira. O vice Alberto Goldman, também do PSDB, assume o posto.

Secretários estaduais também devem deixar o posto. Guilherme Afif Domingos (Trabalho) é cotado para ser o vice na chapa tucano ao governo. Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) deixa o posto para poder concorrer a um cargo público. Ele pode ser candidato ao Senado. "Ainda não sei o meu destino", disse na terça-feira.

(*com informações da Agência Estado)

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