Serra e ex-prefeito de São Carlos trocam farpas

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), fez hoje duras críticas ao ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Newton Lima (PT), que o criticou por não ter escolhido o engenheiro Glaucius Oliva para o cargo de reitor da Universidade de São Paulo (USP). Diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos, Oliva foi o mais votado nas eleições diretas da USP, mas foi preterido por Serra, que escolheu o diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, João Grandino Rodas.

Agência Estado |

"A decisão afronta a comunidade da USP e afronta mais uma vez São Carlos; o governador é contra a cidade", disse Lima.
Serra retrucou. "Quem não gosta de São Carlos é ele, pois, além de um péssimo prefeito, sempre afastou as coisas de São Carlos. É um homem muito sectário e uma figura que faz muito mal para São Carlos", criticou o governador de São Paulo, durante inauguração de uma escola técnica em Porto Ferreira (SP). Serra continuou ainda com as críticas a Lima, acusando o ex-prefeito de trabalhar contra as obras do governo do Estado com o propósito de explorá-las politicamente. "É uma má figura", completou Serra, que justificou a escolha de Rodas, segundo colocado, por ser a que parece a ele a mais adequada.

Lima lamentou os ataques do governador e disse que os considerou "um desrespeito". "É um desrespeito a um ex-prefeito por duas vezes e a um ex-reitor de universidade." Ainda segundo o petista, não cabe a Serra julgá-lo, pois "foi julgado pela população da cidade que o elegeu para dois mandatos e escolheu o sucessor". O ex-reitor disse também que lamenta ter derrotado "três vezes" o candidato do governador. Lima afirmou que é mentirosa a afirmação de Serra de que ele rejeitou obras do governo do Estado.

O petista citou a construção de várias escolas e do Campus-2 da USP como exemplos de parcerias entre ele e o governo estadual. E concluiu: "A única obra que não aceitamos foi uma unidade da Febem (antigo nome da Fundação Casa), pois a cidade era contra e porque temos um programa de recuperação de jovens reconhecido internacionalmente", frisou Lima.

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