O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), planeja um programa emergencial para evitar que a onda de desemprego no País se alastre pelo Estado. O combate aos reflexos da crise financeira global no Brasil foi um dos principais temas da cerimônia de posse do novo secretário estadual do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB).

Durante a posse, que ocorreu na tarde de hoje na capital paulista, Serra pediu empenho do novo titular da pasta e do secretário de Trabalho, Guilherme Afif Domingos (DEM), na articulação do plano de emergência.

"Vamos ter de preparar programas de emprego de emergência na cidade de São Paulo e na região da Grande São Paulo, que são as maiores vítimas da retração econômica", afirmou o governador. Nas últimas semanas, Serra vinha negando que tomaria qualquer medida emergencial contra a crise. E afirmava que seria suficiente manter um nível de investimento governamental.

Contudo, hoje pediu que os secretários Alckmin e Afif, com apoio do prefeito Gilberto Kassab (DEM), estimulem a criação de empregos por meio de investimentos em obras públicas e projetos de utilidade social. Para driblar os impactos da crise, Serra disse que a iniciativa "inevitavelmente terá de ser levada a cabo nos próximos meses".

O mais novo integrante da equipe de Serra topou o desafio de enfrentar a crise e se mostrou preocupado em ajudar a debater com entidades empresariais e sindicatos soluções para frear as demissões no Estado. Alckmin se esmerou para mostrar alinhamento com o governador. Ele aderiu às críticas que vêm sendo feitas pelo governador à política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No discurso de posse, o ex-governador criticou que o corte de um ponto porcentual na taxa básica de juros só tenha ocorrido na semana passada, "depois de meses e meses de imobilismo do governo federal".

Ainda no discurso, Alckmin enalteceu a atuação de Serra diante da crise. "São Paulo dá um grande exemplo para o Brasil. Aqui empregos não são gerados com palavras, mas com ações." E citou seu mentor na política, o ex-governador Mário Covas (PSDB): "São Paulo não dará as costas ao Brasil."

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