BRASÍLIA (Reuters) - Os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) defenderam nesta quarta-feira a herança bendita do governo Fernando Henrique Cardoso e os avanços alcançados antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir o poder em 2003. O PT soube... colher bons frutos de mudanças institucionais e práticas, como o Plano Real, como o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal, afirmou Serra durante homenagem do Senado ao centenário do nascimento de Tancredo Neves.

Provável candidato tucano à Presidência, o governador paulista argumentou que o PT, partido de Lula, foi "um dos principais beneficiários" da eleição de Tancredo, marco da redemocratização do país, "e das consequências sociais e culturais da nova Constituição", aprovada em 1988.

"Nosso dever é, por conseguinte, o de assumir, com humildade e coragem, a herança desses 25 anos, não para negar o passado, mas para superá-lo a fim de fazer mais e fazer melhor", disse Serra.

Falando a jornalistas, após a solenidade, Aécio insistiu no mesmo ponto.

"Que nós valorizemos os avanços que se iniciaram com Itamar (Franco), passaram por Fernando Henrique e continuaram com Lula, até porque o governo do Lula é, em boa parte, consequência do governo do Fernando Henrique", disse Aécio.

"Se não houvesse o real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o início dos programas de transferência de renda, certamente o governo Lula seria diferente", acrescentou Aécio. "O Brasil precisa de generosidade e reconhecimento ao que foi feito."

(Reportagem de Natuza Nery e Maria Carolina Marcello)

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