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Serra e Aécio afinam discurso tucano contra plebiscito

No encontro reservado que tiveram na quarta-feira, os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) discutiram o discurso a ser adotado pelo PSDB na eleição presidencial para fugir da estratégia traçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de estabelecer uma disputa plebiscitária entre o seu governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, disse o mineiro. Serra fez questão de convidar Aécio para o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, no próximo dia 10, em Brasília.

Agência Estado |

Nesta quinta, o governador de Minas reafirmou que confia numa vitória do colega paulista no momento em que a disputa se der apenas entre os candidatos.

"O embate ainda não começou. No momento em que o embate se der entre os candidatos, entre as histórias dos candidatos, entre a visão do Brasil dos candidatos, nos limites a qual cada um estará amarrado, eu acho que nós temos chances reais de vencer essas eleições".

Ainda na noite de quarta-feira, após ser homenageado com um jantar oferecido por empresários mineiros, Aécio assegurou que a candidatura a vice-presidente na chapa tucana não foi tratada na conversa. "Falamos do discurso do PSDB, como o PSDB deve se apresentar daqui por diante como construtor do futuro, para fugirmos dessa comparação (entre os governos Lula e FHC) que não tem sentido, até porque é comparação de dois momentos absolutamente distintos na vida brasileira. E acho que o governador Serra está encontrando esse caminho do discurso".

Para o governador mineiro, o candidato tucano deve se apresentar ao eleitorado brasileiro reconhecendo avanços na atual gestão, mas deixando claro "que não existiria o governo do presidente Lula se não tivesse havido o governo do presidente Fernando Henrique".

Os dois governadores tucanos irão se desincompatibilizar dos cargos no próximo dia 31. Enquanto Serra já marcou data para assumir sua pré-candidatura presidencial, Aécio resiste aos apelos para que componha como vice numa chapa puro-sangue do PSDB e tem reiterado que será candidato a uma cadeira no Senado. O governador de Minas alega que contribuirá mais para a campanha presidencial permanecendo no seu Estado, onde trabalha com afinco para eleger como seu sucessor o vice, Antônio Anastasia (PSDB).

Aécio coordenou nesta quinta, na Cidade Administrativa, uma reunião gerencial de balanço dos programas e ações de sua gestão. Ao final, alfinetou o governo federal, afirmando que o maior mérito da administração petista foi não ter rompido com a política macroeconômica do governo FHC. "No campo da gestão pública, não houve qualquer inovação no governo federal", acrescentou.

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