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Serra diz que foi perseguido e que Brasil deve defender direitos humanos sem se meter

O pré-candidado do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil deve defender os direitos humanos sem interferir na política de outras nações.

iG São Paulo |

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Serra participa do programa

Serra participa do programa "SBT Brasil"

Questionado pelos apresentadores do programa "SBT Brasil" sobre qual seria sua relação com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e com o regime dos irmãos Castro em Cuba, caso seja eleito, Serra ressaltou que os dois países têm presos políticos.

"Eu fui exilado, sei o que é perseguição", afirmou. "A gente não tem que se meter nos negócios dos outros países, mas sempre que possível deve fazer a defesa dos direitos humanos".

Durante a entrevista, Serra também defendeu a política externa do governo Fernando Henrique Cardoso, dizendo que houve conquistas como a discussão da quebra de patentes na Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, foi "a maior vitória diplomática dentro de um conflito que o Brasil já teve".

O pré-candidato do PSDB também fez duras críticas ao Movimento dos Sem Terra (MST), dizendo que o grupo é um "movimento político" que usa a reforma agrária "como pretexto". "Eu quero a reforma agrária para valer, que é gente produzindo melhor, cada vez mais, e com terra", afirmou, acrescentando que, sobre a regularidade das ações do MST, "quem decide é o Poder Judiciário".

Serra também voltou a defender o mandato de cinco anos e o fim da reeleição. "Analisando o Brasil como um todo, a reeleição não deu muito certo", afirmou.

O pré-candidato do PSDB também que quer fazer a "batalha eleitoral" junto com o pré-candidato a senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Ele em Minas e eu como candidato a presidente, vamos trabalhar juntos", disse, sem responder se há a possibilidade de Aécio ser o candidato a vice-presidente na chapa.

Propostas 

Sobre o Bolsa-Família, Serra prometeu reforçar, se for eleito, o projeto e procurar ligá-lo a questões como emprego para jovens, educação e saúde. "Acho que a gente tem de avançar e dar a ele um conteúdo que um dia permita que as pessoas tenham sua renda, mas este é um bom programa para ajudar famílias necessitadas", declarou.

Dentro das propostas econômicas, o pré-candidato do PSDB disse ainda que, caso vença as eleições, continuará com as metas de inflação, o câmbio flutuante e a responsabilidade fiscal.

Serra afirmou que, se vencer, quebrará um "círculo vicioso" que é a excessiva carga tributária, além de investir em infraestrutura de estradas, armazéns, portos e aeroportos. O pré-candidato criticou os "juros excessivamente elevados". "Não se resolve (a questão dos juros) de uma hora para outra, mas tem de ter isso na cabeça."

Serra afirmou que a saúde no País precisa melhorar. "Acho que, nos últimos anos, a saúde não foi para a frente", julgou. Quanto à educação, criticou a recente greve dos professores de São Paulo, onde foi governador. "A greve não mobilizou quase nada e teve caráter político-eleitoral", prosseguiu.

O pré-candidato disse ainda que o governo deve entrar como "coordenador e grande autoridade da segurança pública, porque a base do crime organizado é o contrabando de armas e o tráfico de drogas, que são combatidos pela administração federal".

"Tem de entrar de corpo e alma (na segurança) porque é grave." Serra lembrou o episódio em que traficantes derrubaram um helicóptero no Rio. "Aquela arma (usada para a derrubada) era contrabandeada, então tem de ter uma reação muito mais poderosa e forte", acrescentou.

Com Agência Estado

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