Serra diz que não há crise entre as polícias e que confronto teve motivação partidária

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lamentou nesta sexta-feira o confronto entre manifestantes da Polícia Civil, que estão em greve, com a Polícia Militar, ocorrido na quinta-feira nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes. Serra, porém, negou que haja uma crise entre as corporações e afirmou que os comandos estão bastante unidos.

Lecticia Maggi, repórter Último Segundo |

Durante evento em homenagem à memória da antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso, o governador disse que houve conotação política na manifestação. Segundo ele, para perceber essa motivação partidária, basta olhar os textos distribuídos nesses eventos. O evento de ontem foi programado inclusive por um desses líderes, que é o Paulinho da Força Sindical. Um deputado que, aliás, estava envolvido em escândalos e tem processo de cassação em andamento. Provavelmente ele quer jogar uma nuvem de fumaça em cima disso, afirmou. Serra também acusou o episódio de ontem de já estar previsto e assinalado.

Para o governador, são inexeqüíveis algumas das reivindicações salariais dos policiais que, segundo ele, trariam custo adicional de cerca de R$ 4 bilhões mensais ao Estado. O governo tem que administrar o conjunto, não fabricamos dinheiro e ele não nasce em árvore, disse, acrescentando que, se possível, gostaria que todos os servidores ganhassem mais.

De acordo com Serra, há muitas mentiras "descabidas" disseminadas por líderes do grupo, como dizerem que não recebem reajuste salarial desde 1996. É uma mentira descarada em que muitos tendem a acreditar, criticou.

Questionado sobre possíveis punições aos manifestantes, Serra disse que elas serão averiguadas e ficarão a cargo das corporações.  

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