Serra diz que investimentos em SP serão mantidos, e anuncia R$ 1,15 bi para rodovias

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), assegurou nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, que o nível de investimentos no Estado será mantido, mesmo com a crise financeira internacional. Cerca de R$ 1,15 bilhão será aplicado na recuperação e melhoria de rodovias e acessos.

Redação com Agência Estado |

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Durante solenidade com cerca de cem prefeitos do Estado, Serra garantiu: "Não fiquem aflitos com os efeitos da crise, pelo menos com a capacidade de investimento do governo do Estado. Ela vai continuar."

O governo do Estado convidou 205 prefeitos de municípios paulistas para a solenidade de assinatura de dois programas de investimentos nas rodovias do Estado. O investimento nas obras de acesso será de R$ 265,9 milhões, abrangerá 686 quilômetros e beneficiará 177 cidades. Em outros 63 municípios, o programa de recuperação e ampliação de rodovias estaduais investirá R$ 872,5 milhões em 678 quilômetros. Ao todo, os investimentos resultam em R$ 1,15 bilhão.

O governador comemorou os investimentos, mas negou que o lançamento do programa nesta sexta seja uma consequência dos leilões de concessão desta semana. "Não é uma consequência porque nós tínhamos dinheiro para fazer. Ele é viabilizado, recebe um apoio grande desses leilões."

O governador voltou a frisar a importância do programa, pois mantém o investimento do Estado elevado, o que, em sua visão, "é essencial, em especial em uma hora de crise para manter o emprego e o desenvolvimento".

Crise econômica

Serra citou também que a administração estadual manterá a responsabilidade fiscal, mas obterá recursos atuando de "maneira preventiva", através de financiamentos, concessões e parcerias com o setor privado. "Nós, a área econômica e financeira de São Paulo, estamos preparados para enfrentar as consequências da crise e não vamos reduzir investimentos", frisou.

Citando a responsabilidade com as despesas da administração e o "padrão de austeridade" de sua gestão, o tom de Serra foi animador. Ele mencionou as concessões de estradas realizadas na quarta-feira e avaliou que o momento de crise econômica não atrapalha. "Deixar para depois é uma confissão de que a crise está dominando o Estado de São Paulo. Não tem cabimento."

Depois, questionado por jornalistas, Serra recuou. "Não é uma confissão. Seria uma colaboração com a crise, digamos." Mas o governador fez questão de reconhecer que "tem uma crise econômica no Brasil, inclusive em São Paulo". "O que estou dizendo é o óbvio ululante. São Paulo é um terço da economia brasileira." Ele acredita que seria uma "má sinalização" por parte do governo recuar em um momento assim.

Questionado se o governo pretende reduzir o orçamento frente à crise, o governador respondeu que a peça orçamentária já foi enviada "austera" à Assembléia Legislativa. "Às vezes, não se percebe, porque se compara o projeto de lei orçamentária para 2009 com o projeto de lei orçamentária para 2008. Só que, em 2008, o orçamento foi ampliado", explicou. "A expansão de 2009 não é tão grande quanto parece."

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