Serra diz que governo Lula acertou ao reduzir impostos

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), reconheceu hoje acertos nas medidas de enfrentamento da crise econômica mundial tomadas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O virtual candidato tucano ao Palácio do Planalto em 2010 disse considerar correto o governo federal ter reduzido impostos e injetado crédito na economia por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Agência Estado |

Mas, crítico contumaz da política de juros do Banco Central, Serra não perdeu a oportunidade de atacar o que chamou de "lado errado" do enfrentamento da crise - a política monetária.

Serra fez as declarações ao comentar a palestra que proferiu semana passada, em Washington, no simpósio da organização internacional Foresight, sobre os impactos da crise na América Latina. Para o governador, o Chile foi o país que melhor se saiu na turbulência. A Venezuela teria sido o pior por ter uma política econômica "insustentável" a médio e longo prazos. O Brasil estaria "no meio". "Fez algumas coisas certas e outras erradas. Tem coisas que merecem elogios e outras, reparos", afirmou Serra após evento no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

O governador citou como aspectos positivos das medidas federais contra a crise a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis e eletrodomésticos e as ações para ampliar a oferta de crédito e para ajudar a reestruturação de empresas afetadas pela instabilidade global feitas pelo BNDES. "O lado errado foi o da política monetária porque passaram três meses sem fazer nada, sem tocar na taxa de juros", ponderou Serra. "É um caso inédito entre os países do mundo civilizado."

Mesmo assim, Serra disse acreditar que a recuperação mundial começará pelos países emergentes, sem citar especificamente o Brasil. "O impacto foi menor na América Latina, Ásia e África do que nos países centrais", disse. "A recuperação deve ser mais rápida fora das regiões do capitalismo central." Para o governador, haverá uma mudança no equilíbrio econômico mundial nos próximos anos. "Os países emergentes vão crescer mais, ter melhores saldos em conta corrente e menor dívida pública em relação ao PIB", afirmou.

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