Serra diz não ter pressa para candidatura

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), possível pré-candidato do partido às eleições presidenciais, reiterou hoje, em Curitiba, que não vai se envolver em campanha eleitoral até o momento em que nos aproximemos da época da desincompatibilização. Presidentes de diretórios regionais do PSDB e lideranças do DEM estão cobrando uma definição rápida de um pré-candidato.

Agência Estado |

Mas, de acordo com Serra, "não há necessidade de estarmos discutindo uma data para isso".

Segundo ele, este ano houve uma antecipação muito grande da campanha. "Nas campanhas anteriores não foi assim", afirmou. "No que se refere a mim, particularmente, estou concentrado na minha ação como governador de São Paulo, que é um trabalho bastante complexo." Questionado sobre o encontro entre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também possível pré-candidato, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que disse abrir mão de sua candidatura para apoiar o tucano, Serra disse não ver nenhum problema. "A questão fundamental é que nós estamos unidos, nossa relação é de amizade, é de paz e de unidade", acentuou.

Serra esteve em Curitiba para assinar um convênio de cooperação para troca de informações técnicas em relação a programas habitacionais e participou do lançamento de um programa de atendimento à saúde da mulher. Saudado pelo prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), como "o melhor ministro da Saúde do mundo", ele discursou para aproximadamente 2 mil pessoas, na grande maioria, mulheres, falando do que fez quando presidiu o ministério.

Coube a Richa negar que aquele fosse um evento de campanha. "O Serra esteve várias vezes em Curitiba, esteve com o governador do Estado há uns dois meses e agora novamente está conosco, sempre nesse tratado de cooperação, anunciando parcerias, trazendo boas novas para Curitiba e para o Paraná", destacou. "E nesses momentos todos não estava em campanha, como não está neste momento, não é a proximidade da campanha eleitoral e a acusação de alguns adversários políticos que vão nos impedir de trabalhar em favor da nossa gente, que é nossa obrigação."

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