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Serra: discussão de 3º mandato para Lula é casuísmo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), classificou hoje de casuísmo a tese de um eventual terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Numa referencia à declaração de ontem do vice-presidente José Alencar, de que os brasileiros desejam que Lula fique mais tempo no poder, Serra afirmou: É muito cedo para jogar o País numa campanha eleitoral, declarou.

Agência Estado |

Na avaliação de Serra, o governo federal, em geral, tem tido uma atitude favorável à campanha. "E a declaração de José de Alencar joga água nesse moinho", afirmou. E continuou: "Eu não acho isso bom, não é que seja proibido, pois estamos numa democracia. Porém, me permito dizer que é tudo muito prematuro e quem pode sair perdendo com isso é o Brasil, porque deixamos de enfrentar questões fundamentais para focar numa campanha eleitoral prematura", disse.

Segundo ele, os governos estaduais, o Congresso Nacional e próprio presidente da República estão ainda no começo do segundo ano de mandato. Por isso, repetiu que é prematuro falar em campanha neste momento, enquanto o País precisa se debruçar sobre questões fundamentais, tais como as áreas da educação, economia, saúde e segurança pública. "Eu acho muito cedo para transformar o momento atual num momento de campanha política, eu preferia que essas coisas fossem deixadas de lado", reiterou.

As declarações do governador foram feitas hoje após o lançamento da nova proposta curricular para a 5ª à 8ª séries do Ensino Médio da rede estadual. Serra disse que este é um projeto inovador, que vai propiciar aos professores estaduais um guia de orientação sobre o que o aluno deve aprender.

Durante a entrevista coletiva concedida após o evento, ocorrido em uma escola estadual do bairro da Vila Mariana, Serra comentou a respeito do mal-estar que sentiu ontem. Segundo ele, o problema foi uma queda de pressão em decorrência de ter dormido pouco na noite anterior e não ter se alimentado direito. Ele disse que, aliado a isso, havia tomado um remédio para o estômago que apresentou como efeito colateral a queda na pressão arterial. "Fiz todos os exames: ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia e ecocardiograma. Não apareceu nada, o que confirmou o diagnóstico inicial dos médicos de que se tratava de uma queda súbita de pressão", explicou.

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