Serra defende operação da PM na favela de Paraisópolis

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defendeu nesta segunda-feira a atuação da Polícia Militar (PM) na favela Paraisópolis, zona sul da capital paulista, onde moradores e soldados se enfrentaram na semana passada.

Agência Estado |

Desde quarta-feira, 400 homens, cem viaturas e um helicóptero da corporação ocupam a favela e não há previsão de quando o contingente deixará o local.

A polícia prendeu 16 pessoas, sendo dez foragidos, mas não confirma o envolvimento de nenhum deles com o tumulto ocorrido há um semana, quando carros foram incendiados e ruas, bloqueadas com barricadas.

"A polícia não está ocupando, a polícia não ocupa, a polícia está em todo canto da cidade", afirmou. "Não é um cerco a Paraisópolis. Falar que é cerco dá a ideia de que a polícia está trabalhando contra. Não, a polícia está defendendo a população de Paraisópolis dos criminosos. É uma luta contra o crime, não é uma luta contra nenhum bairro nem nada", disse Serra, após visitar alunos que participam das aulas do Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ) no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Penha, zona leste da capital paulista.

Serra não confirmou se as ações estão ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "Essa coisa do PCC é muito romantizada pela imprensa, que vê em qualquer coisa o dedo do PCC. Pode ter e pode não ter", disse o governador.

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