O presidenciável do PSDB, governador José Serra, reservou a noite desta terça-feira para preparar seu discurso de despedida do Palácio dos Bandeirantes. Amanhã, às 15h, Serra apresenta na sede do governo paulista um balanço de seus três anos e três meses de gestão.

O evento reunirá o secretariado, aliados políticos e entusiastas da candidatura de Serra à Presidência.

O tucano deixou com ar cansado o terceiro e último compromisso de sua agenda pública hoje, um anúncio da Secretaria do Trabalho, no Palácio. "Estou muito cansado", disse, esquivando-se das perguntas de repórteres que o aguardavam na saída da sala. "Ainda não preparei o discurso de amanhã."

Serra perdeu a hora para o evento organizado do secretário do Trabalho, Guilherme Afif Domingos. Chegou com uma hora de atraso, com o evento em andamento. A demora do governador causou gracejos entre os secretários, que se revezavam em longos discursos à espera de Serra.

"Vou continuar falando para esperar o governador, senão sobrecarrego o Beraldo", disse Afif em referência ao secretário da Gestão Pública, Sidney Beraldo, que aguardava sua vez de discursar. "Cada um tem de falar um pouquinho, para dar tempo de Serra chegar", justificou-se o vice-governador Alberto Goldman.

Secretários

Ao chegar, entre sorrisos, Serra agradeceu a dedicação de Afif. "Ele é o secretário que todo governador quer e o ministro que todo presidente quer. Na área do trabalho, há 'antes de Afif' e 'depois de Afif'", elogiou.

O secretário do Trabalho confirmou que deixa amanhã o governo para ficar à disposição do DEM e do PSDB. Ele é cotado para compor chapa com Geraldo Alckmin, na disputa estadual, como vice. "Estou pronto para ajudar José Serra a chegar à Presidência da República", disse Afif.

Sete ou oito secretários devem deixar o governo paulista para disputar estas eleições, calcula Goldman. "No dia 3 de abril, os adjuntos assumem interinamente. Depois, temos uma semana para definir os substitutos", disse o vice-governador.

De certo, por enquanto, só a saída do titular da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira. "Aloysio me disse que sai e já temos sua substituição encaminhada", disse Goldman sem revelar nomes. O secretário da Justiça, Luiz Antonio Marrey, é cotado para o posto.

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