Uma sucessão de dificuldades durante o desfile da Porto da Pedra deve tirar o sonho da escola de samba de permanecer no Grupo Especial do carnaval do Rio. Ainda na concentração, a escola de São Gonçalo, no Grande Rio, enfrentou obstáculos com o carro abre-alas, de 60 metros, o que provocou o primeiro buraco na Avenida Marquês de Sapucaí.

Mas os estorvos não pararam por aí.

Quase todos os carros alegóricos da Porto da Pedra tiveram complicações para entrar na avenida, prejudicando a evolução e harmonia da escola que abriu o segundo dia de desfile no Sambódromo. O pior foi com o segundo carro, que representava a pré-história no enredo "Não me proíbam de criar". Com impedimentos mecânicos, a alegoria demorou mais de dez minutos para ser manobrada e conseguir entrar na Sapucaí.

O tempo também foi vilão. O último componente da escola de São Gonçalo cruzou a Praça da Apoteose com cravados 82 minutos, limite máximo permitido pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). No desespero para cumprir o tempo regulamentar, os integrantes tiveram de correr pela avenida, No fim, após uma grande confusão na dispersão, os diretores da escola e coordenadores choravam, comemorando o fato de terem conseguido, pelo menos, evitar a perda de pontos com o tempo do desfile. "Desfile sem emoção não existe", minimizou o presidente da Porto da Petra, Uberlan Jorge de Oliveira, que preferiu não comentar as situações críticas enfrentadas pelos grandes carros alegóricos criados pelo carnavalesco Max Lopes, que coleciona campeonatos pela Mangueira.

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