ARACAJU - Policiais sergipanos desarticularam nesta quinta-feira (4) uma quadrilha que transportava crack líquido de São Paulo para Aracaju. As prisões foram feitas depois de 30 dias de investigação desenvolvida pela Delegacia Especial de Combate ao Tóxico e ao Entorpecente (Decte), Complexo de Operações Especiais Policiais (Cope) e pela Divisão de Planejamento e Inteligência Policial da Polícia Civil (Dipol).

De acordo com o delegado João Batista, que coordenou as investigações, os traficantes traziam para Sergipe quatro garrafas de refrigerante com o líquido que, em contato com ar, se solidifica, transformando-se no crack pronto para o consumo.

Os integrantes da organização criminosa vinham sendo monitorados desde a aquisição de um carro Vectra, de placas KIM-6013, intitulado pela polícia como 'Pokemon' (veículo que é financiado e não tem suas prestações pagas, sendo assim adquirido por preço abaixo do mercado).

A droga no estado líquido seria colocada em pequenas cápsulas medindo três centímetros. "Os usuários em São Paulo já democratizaram essa nova estratégia para consumir o crack. Eles compram as cápsulas aos traficantes por cerca de R$ 10 e colocam no bolso para usar, geralmente, nas festas noturnas da cidade. Fica mais prático para os usuários e traficantes e dificulta o trabalho da polícia", explicou João Batista.

Durante as investigações, de acordo com o delegado, constatou-se que a droga foi adquirida por R$ 20 mil em São Paulo, mas ainda não havia sido paga. "Com isso, fica claro que há uma rede criminosa organizada em São Paulo e que distribui essa droga para outros traficantes. Com o lucro, de cerca de 40 mil, haveria o repasse do dinheiro para os traficantes paulistas", avaliou.

Todos os presos estão serão ouvidos pelo delegado e depois encaminhados a São Paulo, onde ficarão à disposição da Justiça.

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