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Sérgio Cabral: Foi dado o recado

Em tumultuada coletiva na Câmara dos Vereadores, o governador do Rio, Sérgio Cabral, mostrou que já tem informações de que a emenda do deputado Ibsen Pinheiro não passará no Senado ou será vetada pelo presidente Lula. Segundo o governador, ¿foi dado o recado¿ e há, entre os senadores, o reconhecimento de que a emenda sobre a divisão dos royalties do petróleo é uma violação constitucional.

Anderson Dezan e Rodrigo de Almeida |

André Durão

Sérgio Cabral e Eduardo Paes participaram da passeata contra emenda de Ibsen


O recado está dado, o Rio está unido em nome de uma mesma causa. Essa manifestação política consagradora mostrou que o Estado não aceitará que tirem dinheiro que é seu, afirmou Cabral. Mais cedo, durante a passeata, o senador Marcelo Crivella disse estar confiante de que a emenda não será aprovada no Senado.

O governador agradeceu a todos os presentes e disse que a participação de diversas correntes políticas mostra que a marca do Rio é a solidariedade. Estavam aqui inúmeras centrais sindicais, prefeitos, partidos, gente de todas as colorações ideológicas. Milhares de pessoas vieram para dizer não à covardia, sim à defesa do Rio. A marca do Rio é a solidariedade, como ficou demonstrado hoje.

Segundo Cabral, discursos longos de políticos poderiam estender demais o evento em meio à chuva que caiu no Rio. Com o silêncio dos políticos, o ato ganhou ares de festa popular.

Mal-estar

O mal-estar entre os políticos ficou por conta da decisão do governador de não abrir o palanque para discursos. Na coletiva, Cabral creditou a idéia ao governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, e justificou: Já estamos dando recados todos os dias.

O mais duro recado contrário à decisão veio da prefeita de Campos e ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho. Vim para quê? Trouxe dez mil pessoas para cá. Este é um ato político. Estamos aqui em defesa dos royalties do Rio. As pessoas vieram para ouvir esta defesa. Neste momento, a população está lá fora sem entender nada, disse Rosinha.

A prefeita acrescentou ainda que perderá boa parte do seu orçamento em Campos se a emenda for aprovada. Ela afirmou que crê no veto do presidente Lula, mas que isso não bastará. "Em Campos, o meu orçamento é de R$ 1,5 bilhão. Com a emenda, perderemos R$ 1 bilhão. Ou seja, não farei mais nada na Prefeitura. Acho que isso vai parar no Supremo Tribunal Federal. Acredito que o Lula vetará, mas também que o veto dele será tombado na Câmara".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, qualificou a emenda de covardia com o Rio e avisou que, se aprovada, bloqueará os projetos ambientais no Estado. "A Justiça barrará isso e o presidente Lula já me garantiu que vetará essa covardia com o Rio. Esse corte significa paralisar os projetos ambientais no Rio, como a despoluição da Baía de Guanabara e obras de saneamento básico na Baixada Fluminense".

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