Sequestrador de ex-mulher está irredutível, diz polícia

A falta de exigências é a principal dificuldade da polícia nas negociações, que já duram mais de 28 horas em Sergipe

iG São Paulo |

O sequestro da jovem Cristielane Caetano Mota Santos, de 21 anos, já dura mais de 28h, em Aracaju, na capital sergipana. Ela foi rendida pelo ex-marido, José Elígio Tavares, de 24 anos, na casa onde mora, no bairro Suissa, por volta das 9h de segunda-feira e, desde então, é mantida sob a mira de um revólver.

Ascom SSP/SE
Policiais e ambulância cercam casa onde jovem é mantida refém
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Sergipe, além dos policiais, dois psicólogos da Defensoria Pública do Estado tentam negociar com o sequestrador na tarde desta terça-feira.

A vítima é feita refém em um pequeno cômodo da casa, no final de um corredor. O local não tem janelas, impossibilitando a visão da polícia sobre o que o acontece no interior. Por este motivo, a ação de eventuais atiradores de elite foi descartada.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito não faz exigência alguma para se entregar, apenas ameaça matar a ex-mulher caso a polícia invada o imóvel. Cansado e sem dormir durante a madrugada, o homem alterna o humor muitas vezes, o que também dificulta o trabalho dos agentes de segurança.

Tiro na perna

Na manhã de segunda-feira, a vítima foi dominada após voltar da escola onde havia ido levar o filho do casal. Após uma discussão com a ex-mulher, o jovem disparou contra uma das pernas dela, atingindo-a de raspão. Ao escutarem o tiro, vizinhos acionaram a Polícia Militar, que cercou a casa e, posteriormente, o quarteirão, para facilitar a negociação com Elígio.

O suspeito permitiu a entrada de uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para que fosse realizado um curativo na perna da vítima. A energia da residência foi cortada. A maior preocupação de Elígio nas primeiras horas de negociação, segundo a polícia, era saber quanto tempo de pena pegaria pelo crime.

O relacinamento

O casal possui um menino de 5 anos e viveu junto durante 7 anos. Segundo a vítima, cansada de apanhar do marido, Cristielane resolveu se separar de Elígio há 20 dias ao saber que ele havia pedido demissão do trabalho e comprado um revólver.

Inconformado com a separação, o suspeito ainda tentou várias vezes retomar a união, mas não conseguiu convencer a jovem.

Ascom SSP/SE
Policial negocia rendição de José Elígio Tavares pela porta da casa

*Com AE

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