Cannes (França), 18 mai (EFE) - A segunda parte de Fahrenheit 11 de Setembro, o bem-sucedido documentário de Michael Moore sobre os atentados cometidos nos Estados Unidos em 2001, tratará da desordem que o presidente americano, George W. Bush, deixará quando acabar seu mandato.

Moore falou sobre o projeto hoje antes da estréia de "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" em Cannes.

O diretor afirmou que o filme será "uma espécie de continuação" de Fahrenheit, "mas não completamente". Tratará da "desordem que Bush deixará e do muito que será necessário limpar".

Este novo documentário de Moore será lançado no ano que vem em uma data ainda não determinada e nele "o povo americano verá o que está passando".

Questionado sobre sua opinião em relação às próximas eleições americanas, Moore expressou seu desejo de que Barack Obama, o aspirante democrata, seja "presidente em janeiro", mas, para isso, "ainda resta muito trabalho a fazer".

"Fahrenheit 11 de Setembro" ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2004 e é o documentário mais bem-sucedido da história nos EUA, com uma arrecadação final nas salas de US$ 119,1 milhões.

Por sua parte, Moore ganhou o Oscar de melhor documentário em 2003 por "Tiros em Columbine". EFE agf/db

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