Senadores se dividem sobre manifestação de Suplicy

A brincadeira do senador do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que na última quarta-feira desfilou pelos corredores do Senado trajando uma sunga vermelha por cima da calça social, provocou reações divergentes entre os senadores. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) reprovou a atitude de Suplicy.

Agência Estado |

"O passado de Suplicy não condiz com esta fotografia. É uma atitude reprovável e condenável que compromete a imagem da instituição", disse.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), em contrapartida, disse não ver problema na manifestação do colega. "O Suplicy é o Suplicy. A gente sabe o estilo dele. Não há má-fé, não há malícia. Se tivesse vestido uma sunga sem as calças, seria quebra de decoro, mas foi por cima da calça, então não vejo problema", avaliou.

O corregedor-geral, senador Romeu Tuma (PTB-SP), abriu hoje investigação preliminar para averiguar se houve ou não quebra de decoro por parte do petista. A brincadeira do senador atendeu a um pedido da apresentadora da Rede TV, Sabrina Sato, que alegou ao senador que ele ficaria parecido com o "Super-homem" se vestisse a indumentária.

Tuma acredita, no entanto, que a brincadeira não é motivo para abrir processo para cassação do mandato do senador, mas sim para adverti-lo. "Não falo de cassação de mandato, mas talvez de propor à Mesa Diretora uma advertência. O comportamento do senador está fora do padrão ético que um parlamentar deve ter", considerou.

No mês passado, a Corregedoria-Geral decidiu arquivar a denúncia feita pela Polícia Legislativa de que Suplicy permitiu que 15 manifestantes favoráveis à libertação do ex-ativista italiano Cesare Battisti pernoitassem no seu gabinete no dia que o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao processo movido pelo governo da Itália pedindo a extradição do mesmo.

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