Senadores reprovam brecha da reforma que pode pagar mais de R$ 25 mil a servidores

BRASÍLIA - A segunda vice-presidente do Senado, Serys Slhessarenko (PT-MT), afirmou nesta sexta-feira que é completamente contra a brecha que a nova reforma administrativa da Casa Legislativa poderia trazer ao permitir que alguns parlamentares recebessem salários com valores acima o teto do Judiciário, de R$ 25,7 mil.

Camila Campanerut, iG Brasília |

A reforma trouxe no seu bojo esta questão e, agora, os senadores vão estudar, ver aqueles pontos que concordam e os pontos que discordam. Eu discordo totalmente e espero que a maioria dos senadores tenha a posição contrária, afirmou a senadora.

O objetivo principal da reforma era enxugar em até 40% os gastos da Casa, o que inclui a diminuição de cargos, mas não a demissão de funcionários. Porém o documento de 125 páginas abriu um espaço para que os vencimentos dos servidores efetivos por exercício de função comissionada não fossem levados em conta na hora de estabelecer o teto salarial, segundo denuncia a reportagem publicada na edição desta sexta-feira do Jornal Correio Braziliense.

Ninguém pode nem deve receber acima do teto. O teto existe e tem de ser respeitado, completa a petista.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), que se autodenomina persona non grata no partido, por ter posicionamentos independentes, também abominou a possibilidade de fornecer supersalários aos servidores do Senado.

Simon afirma que, por enquanto, a reforma é de mentirinha, e também defende a mudança da atual composição da Mesa Diretora. Para o peemedebista, a possível alteração é um pretexto para aumentar os salários dos próprios senadores. Já acho ridículo o Supremo pedir aumento. Quem está querendo que os funcionários ganhem mais, também vai querer ganhar mais, avaliou.  

Os parlamentares têm o prazo de 15 dias para analisar e encaminhar sugestões para a proposta da reforma, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e revisada pelo Conselho Administrativo. O projeto só será levado à votação em plenário, após um segundo prazo de 10 dias para o acréscimo das ideias dos senadores ao documento.

Leia mais sobre: Senado

    Leia tudo sobre: senado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG