Senadores minimizam importância da reforma eleitoral

BRASíLIA ¿ Alguns senadores definiram o projeto de mudanças nas campanhas eleitorais, que tramita na Casa Legislativa, como ¿minireforma¿, durante a reunião conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT), nesta terça-feira.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

O projeto veio da Câmara em 8 de julho e já recebeu cerca de 90 emendas no Senado. Ele está sendo apressado para ser votado a tempo para valer na próxima eleição, em 2010. A votação foi adiada para esta quarta-feira, para que parlamentares possam estudar o conjunto da matéria nesta terça-feira.

O senador peemedebista Pedro Simon (RS) questionou o porquê de acelerar a votação de uma reforma eleitoral incompleta em vez de uma que abranja mais questões de interesse dos demais parlamentares. A Câmara demorou três anos para votar e nós temos que votar correndo?, questiona.

Definições sobre prévias, coligações, fidelidade partidária, financiamento público só vamos iniciar a discussão em 2012 ou 2014, respondeu o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) Demóstenes Torres (DEM-GO).

O senador democrata alegou que com os atuais parlamentares não vamos conseguir aprovar nada.  Torres disse contar com a sensibilização de seus pares para tentar votar uma reforma política mais ampla, num segundo momento.

Já o tucano Álvaro Dias (PR) definiu a reforma eleitoral, que será votada, como pífia, mais uma vez relegada a segundo plano. Não tenho esperanças que o Congresso vote uma reforma política a não ser que o próximo presidente da República apoie, aponta o peessedebista.

Leia mais sobre reforma eleitoral

    Leia tudo sobre: congressoparlamentaresreforma eleitoral

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG