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Senadores discutem ressuscitar a CPI do MST

BRASÍLIA ¿ Os trabalhos da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado que tratariam das emendas parâmetros para a definição do índice de produtividade se tornaram uma campanha contra o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e geraram críticas até ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

O senador Valter Pereira (PMDB-MS) iniciou sua sequência de críticas ao movimento com a leitura de um artigo da revista Veja, do jornalista Reinaldo Azevedo, que aponta como criminosas as ações do MST.

Após a apresentação, a senadora tucana Marisa Serrano (MS) contemporizou: "ninguém vai ser contra [movimentos sociais], mas alguém vai ser a favor do crime, da irregularidade?. A parlamentar  afirmou participar de vários movimentos sociais, mas nenhum deles vai neste caminho, eles são sérios, propositivos e respeitam a lei", complementou.

Sarney não foi poupado pela senadora: ele está muito enganado com a visão que ele tem sobre o MST. O que não pode é o país passar por cima de tudo que é ético e moral, apontou.

O colega de partido Flexa Ribeiro (PA) foi mais incisivo, defendeu a volta da CPI do MST e criticou a atuação dos deputados. Na semana passada, a proposta de CPI Mista foi derrubada pela saída de deputados, que retiraram de última hora suas assinaturas do requerimento. Eu acredito que podemos fazer no Senado Federal uma CPI, porque aqui os senadores não se dobram a vontade do Executivo, cutucou.

Pouco depois, o senador Flexa Ribeiro suavizou a crítica e defendeu: ninguém está fazendo prejulgamento. Se não há nada a temer porque eles [MST] não vêm aqui e provam?.

Em outra frente da oposição, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), na chegada ao Congresso, afirmou que irá analisar nesta manhã a possibilidade de enviar um novo requerimento para a criação da CPI. 

Defesa

Toda vez que o MST por suas ações como marchas e acampamentos em fábricas improdutivas, em que essas ações são pacíficas, eles ganham a apoio à causa, defendeu o senador petista Eduardo Suplicy.

No entanto, o petista disse concordar com a exposição do senador Osmar Dias (PDT-PR), que se indignou com a informação da destruição de pomares no interior e São Paulo por integrantes do MST que usavam máquinas agrícolas. Ações desta natureza não ajudam a causa da reforma agrária, condenou Suplicy. 

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