BRASÍLIA ¿ Depois de atrasarem em quase uma hora a reforma eleitoral de ontem discutindo, os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Renan Calheiros (PMDB-AL) voltaram a trocar farpas nesta quarta-feira no plenário do Senado Federal.


O líder do PSDB no Senado pediu que o senador por Alagoas dissesse em público quem seria o parlamentar que mantinha o pagamento de um funcionário público enquanto cumpria pena na prisão. Esta denúncia foi feita nesta terça-feira por Calheiros sobre os inúmeros casos de funcionários fantasmas, que a Casa Legislativa já abrigou.

Agência Estado
Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Renan Calheiros (PMDB-AL) voltaram a trocar farpas nesta quarta-feira
Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Renan Calheiros (PMDB-AL) voltaram a trocar farpas nesta quarta-feira

Virgílio reforçou que, se, caso Calheiros não dissesse, ele estaria cometendo um crime de prevaricação. Calheiros desconversou: Meu PMDB já recomendou a absolvição do senhor. O Conselho de Ética também, disse de forma irônica. Não pense que lhe agradeço, respondeu Virgílio nervoso.  

A melhor coisa é não saber. Aqui é a República do não sei. Isso não leva à recuperação moral do Senado, conclui o senador tucano. O República do não sei" de Virgilio fez um referência tanto ao presidente da Casa Legislativa quanto ao presidente da República. Ambos desconheciam casos de irregularidades e funcionários abaixo de seus comandos.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também se mostrou surpreso com a informação e disse que, assim souber de algo, vai tomar as providências cabíveis.

Sobre o caso

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", publicada em maio deste ano, o possível funcionário do Senado que recebia salário mesmo estando preso era João Paulo Esteves . Ele tinha o ponto assinado pelo irmão, Sílvio Esteves ou por Socorro Rodrigues, chefe do gabinete do ex-senador Joel de Hollanda (PE), do antigo PFL, atual DEM.

De acordo com a matéria, Sílvio Esteves foi condenado a devolver R$ 212 mil, relativo aos salários e gratificações recebidas de 1991 a 1996. A denúncia por improbidade administrativa foi feita pelo Ministério Público.

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