Senador responde a denuncia de envolvimento em fraudes de licitações

BRASÍLIA - O senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro-secretário do Senado, se defendeu nesta quarta-feira de denúncia de fraudes em licitações na Casa. Em plenário, Morais declarou que autoriza a Polícia Federal a quebrar seus sigilos telefônicos e fiscais em sinal de transparência.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |

O pronunciamento se deu em resposta a informações veiculadas nesta quarta-feira pelo jornal Correio Braziliense citando gravações que apontam envolvimento de servidores do Senado em esquema de fraude. "Se houver um único centavo que ligue este senador a denunciados da Operação Mão de Obra, que se dê ampla divulgação", desafiou.  

A operação da Polícia Federal citada aconteceu em 2006 e prendeu membros de quadrilha especializada em fraudar licitações de órgãos públicos. "Adianto que não surgirá um fragmento de informação que venha envergonhar esta Casa, meus eleitores ou a Paraíba", disse. 

Senadores que acompanharam o pronunciamento ponderaram que as explicações de Morais não eram necessárias, uma vez que a reportagem não apontou ligação direta do senador com o esquema. "Porém, louvo sua atitude e sugiro que o Senado suspenda os contratos com indícios de irregularidade", ponderou o senador Aloísio Mercadante (PT-SP). 

Como primeiro-secretário da Casa, Morais tem a responsabilidade de ratificar os contratos fechados com empresas. Segundo ele, esta atividade não implicaria em "examinar minúcias dos contratos, mas sim "zelar para que cada contrato esteja de acordo com a lei". "Se algum submundo rondou esse trâmite, sinceramente, desconheço", frisou.

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