O senador Gérson Camata (PMDB-ES) planeja propor uma medida que considera ecologicamente correta: desobrigar o uso de terno e gravata no Congresso. Segundo ele, se os senadores seguirem o exemplo adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e trocarem o terno e a gravata por uma calça e uma camisa decentes, seria possível aumentar a temperatura do ar condicionado do Congresso e, com isso, economizar energia.

A "revolução" nos trajes masculinos do Senado será objeto de um projeto de resolução de sua iniciativa.

Antes, porém, ele vai pedir à Mesa Diretora do Senado que forneça dados sobre o gasto com a energia com o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado. Camata diz que não observa relação entre a roupa dos senadores e a liturgia do cargo. "O que acaba com a liturgia é a roubalheira, é a corrupção, e não o que se veste", afirma. No caso da ONU, em que o terno foi trocado por calça escura e camisa de manga cumprida, ele disse que houve economia nas despesas da sede da entidade de U$S 3 milhões ao ano.

Quantos aos senadores que se sentem melhor engravatados, Camata afirma que a mudança não será obrigatória. "Temos de criar aqui uma liga que lute pelos direitos dos senadores, para que tenhamos o direito de usar roupas dignas, leves e elegantes como nossas colegas senadoras", disse ele, no plenário. Como exemplo, o parlamentar lembra a ex-senadora e atual vereadora eleita em Maceió Heloisa Helena (PSOL-AL), que fez da calça jeans e da camisa branca um uniforme, "e saiu daqui sem ninguém duvidar da respeitabilidade".

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