O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) oficializou hoje sua renúncia à vaga de membro titular do Conselho de Ética do Senado. O ofício encaminhado pelo parlamentar à Secretaria-Geral da Mesa Diretora foi lido em plenário pelo senador Cícero Lucena (PSDB-PB), suplente da Mesa.

Valadares havia sido cotado para assumir a presidência do colegiado, mas o PMDB não abriu mão de ficar com a vaga, elegendo o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) para o cargo.

O presidente do Conselho de Ética tem a prerrogativa de rejeitar sumariamente as denúncias e representações que chegam à comissão. Assim, a estratégia do PMDB foi colocar um aliado no cargo para minar um eventual processo contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que já tem contra ele 11 ações - cinco representações e seis denúncias - por quebra de decoro parlamentar.

Em carta enviada ao líder do bloco de apoio ao governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), em meados de julho, Antônio Carlos Valadares alegou que "neste momento em que a crise se abateu sobre o Senado" o mais adequado seria a indicação de um presidente por decisão consensual, "afim de que os trabalhos possam ser coordenados dentro de um ambiente de respeito e confiança entre seus membros".

O senador João Ribeiro (PR-TO) também pediu para sair do Conselho de Ética. Os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC), suplentes da base aliada no colegiado, devem ocupar as vagas deixadas por Valadares e Ribeiro.

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