Senador diz acreditar que crise dos grampos ilegais começou na Operação Satiagraha

O presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou nesta terça-feira que o escândalo dos grampos telefônicos ilegais dos quais foram alvos o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, alguns senadores da República e ministros de Estado, pode ter origem em ¿exageros¿ cometidos pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

O delegado Protógenes [responsável pela Operação Satiagraha] cometeu exageros e terá de prestar esclarecimentos sobre isso. Talvez, isso que tenha gerado todo esse constrangimento para o governo, ressaltou Heráclito, que teve o nome citado no relatório da Polícia Federal.

Hoje, durante pouco mais de quatro horas, o general Jorge Félix, o diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda, e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa prestaram depoimento à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

EX-ESPIÃO

Segundo o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), nenhum dos depoentes soube explicar qual era a função do ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio do Nascimento, na Operação Satiagraha. Ambrósio é apontado na mais recente edição da revista "Istoé" como coordenador dos agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que participaram da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Ambrósio é uma pessoa fantástica, ironizou Arthur Virgílio. Como alguém se reúne num grupo de 25 pessoas, ganha uma sala na sede da Polícia Federal e ninguém sabe quem é, ninguém conhece, nunca viu?, questiona.

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