Senador autuado por desmatamento preside comissão ambiental

BRASÍLIA - Um senador autuado por dano ao meio ambiente preside comissão que vai apurar o desmatamento na Amazônia. O possível conflito de interesses deve voltar as atenções de ambientalistas e parlamentares para os trabalhos da Comissão Externa de Riscos Ambientais do Senado.

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O presidente do colegiado é Jaime Campos (DEM-MT), grande proprietário de terras que já foi autuado por ato danoso ao meio ambiente em Mato Grosso. Nesta quinta-feira, a comissão realiza a sua primeira investigação in loco, em municípios do Pará.

O senador José Nery (Psol-PA) acredita que há conflito de interesse. Seria mais conveniente que ele não presidisse a comissão externa. Essa situação pode significar uma solidariedade com as madeireiras ilegais e demais envolvimentos em desmatamentos, argumenta.

Campos, no entanto, parece tranqüilo à frente da comissão que investiga as áreas desmatadas. Mesmo diante do fato de ter sido autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o parlamentar afirma que não há nada de errado em suas terras. Já entrei com recurso. Auto de infração não quer dizer que cometi um crime. Vou continuar recorrendo, afirma o senador do DEM.

O auto de infração, disponível para consulta pública no site do Ibama, na seção de áreas embargadas, é datado de julho de 2007. Dono de uma fazenda de 1.205 hectares, o senador responde por multa no valor de R$ 3.615.060 por desmatamento de floresta nativa ao longo dos cursos dágua e áreas de nascente ¿ áreas de preservação permanente (APPs) ¿ na fazenda Santa Amália, em Alta Floresta (MT), no norte do Mato Grosso.

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