Senado usa polícia para coibir protesto contra Sarney

Cerca de 25 manifestantes foram obrigados pela Polícia Legislativa do Senado a se retirar hoje à tarde da galeria do Senado, onde exibiam uma faixa com os dizeres Fora Sarney. Os manifestantes entraram na galeria e, em silêncio, vestiram máscaras cirúrgicas e abriram a faixa de protesto contra a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo, por causa das denúncias de envolvimento em irregularidades.

Agência Estado |

Ao perceber a manifestação, o senador Adelmir Santana (DEM-DF), que presidia a sessão, pediu que a Polícia Legislativa tomasse alguma providência. Os agentes abordaram o grupo e arrancaram a faixa. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Vivaldo Araújo, afirmou ter sido atingido por um dos policiais com um murro no rosto durante a abordagem.

Outro manifestante, o sindicalista André Luiz Gonçalves, de São José do Campos (SP), explicou que o grupo veio a Brasília para participar, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado, de uma audiência pública sobre as demissões na Embraer na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, e aproveitou a ocasião para protestar contra Sarney. "O presidente do Senado é corrupto e deve ser derrubado. Estávamos protestando em silêncio, e nos agrediram", disse Atenágoras Lopes, diretor Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).

Os manifestantes vieram de vários Estados, como Pará, Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. São ex-funcionários (demitidos) da Embraer, e militantes da Conlutas e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O grupo, enquanto era escoltado pela Polícia Legislativa até a saída do Senado, ainda protestava e gritava "Fora Sarney". Segundo Antônio França, coordenador do grupo de policiais que fazem a segurança do plenário, ninguém será autuado.

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