Senado recua e pode desistir de criar novos cargos de confiança

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que a mesa diretora da Casa deve voltar atrás e desistir da criação de 97 cargos de confiança, que teriam salário de R$ 10 mil e dispensa de concurso público para a contratação. De acordo com ele, que já havia criticado a ampliação das vagas, a intenção se revelou imprópria e inoportuna, e deve ser derrubada nesta terça-feira.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Amanhã [terça], às 14h30 a mesa se reúne para discutir o assunto. Acho que ela (mesa) não vai expor ao Plenário essa decisão", disse.

A criação dos cargos se deu na última quarta-feira (9) através de uma resolução da mesa diretora. Com a repercussão negativa, Garibaldi já havia suspendido a decisão, alegando que a matéria deveria ser votada em plenário, por todos os senadores, para que tivesse efeito.

A estratégia do presidente era a de constranger os parlamentares para que derrubassem a criação das vagas. Agora, mesmo dizendo não ter conversado com os demais integrantes da mesa, Garibaldi afirma que o assunto deve ser sepultado. "[A mesa vai lidar com o aumento] simplesmente voltando atrás."

Cargos

A resolução da mesa diretora previa a criação de 97 cargos com salário de R$ 9.979, 24. Seriam 81 assessores de gabinete, um para cada senador, e 16 auxiliares para as lideranças. Com a criação dos novos cargos, a despesa do Senado seria ampliada em mais de R$ 800 mil por mês e R$ 10 milhões por ano, sem contar os encargos como o INSS e horas extras.

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