O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), determinou hoje uma varredura nas instalações da Casa para checar se procede uma das hipóteses ditas pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, de o grampo ter partido dali. A informação do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, é que a perícia técnica efetuada nas outras vezes em que foi investigada a possibilidade de instalação de grampos nas dependências do Senado constatou que a central telefônica da Casa está bem protegida.

E que, se houvesse alguma tentativa de instalar grampos, os caracteres do interceptador ficariam registrados.

No Ministério Público, ganha força a hipótese de que os grampos foram feitos por aparatos tecnológicos, de aparência simular a uma maleta, com capacidade de realizar interceptações de telefones sem o auxílio das operadoras. O equipamento, utilizado sobretudo em Israel e nos Estados Unidos, custa cerca de US$ 500 mil e, segundo o MP, teria sido adquirido pela Polícia Federal - para interceptar conversas nos presídios - e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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