Senado nega demora em mudanças administrativas

BRASÍLIA - O Senado Federal informou nesta sexta-feira por meio de nota que o documento final sobre as mudanças administrativas na instituição será ¿brevemente¿ analisado pela Mesa Direta, pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa e pelo plenário do Senado. Está prevista para a próxima quinta-feira a avaliação da Mesa Diretora.

Sarah Barros, iG Brasília |

A nota foi divulgada em resposta ao jornal O Estado de S. Paulo, que publicou reportagem sobre a demora do Senado em implementar mudanças para melhorar a administração da Casa.

Na última quinta-feira, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) pediu explicações sobre o fato de aproximadamente 800 funcionários não terem feito o recadastramento no prazo que havia se encerrado há uma semana. Os servidores ganharam mais alguns dias para fazer o cadastramento, até a próxima segunda-feira, dia 26.

Por meio de nota, o Senado afirma também que já tem feito economia em contratação de terceirizados. Licitações de três contratos de teceirização nas áreas de comunicação social, vigilância limpeza teriam reduzido os custos em R$ 19 milhões. Após a finalização do cadastramento, a Mesa deve, segundo a nota, adotar medidas que julgar para melhor gestão dos contratos. 

Hora-extra

Outra economia prevista é de R$ 13 milhões em pagamentos de horas-extras em 2009 na comparação com 2008. A nota divulgada pelo Senado informa ainda que, em 150 dias, será concluído o processo de aquisição de equipamentos e do cadastramento digital dos servidores por meio do sistema eletrônico Ergon. A medida visa aprimorar o controle de ponto diário da Casa.

A demora foi conestada pelo jornal "Correio Braziliense" desta sexta-feira. Segundo a reportagem, foram desembolsados R$ 66,7 milhões entre janeiro e setembro deste ano e não haveria previsão para implmentação de sistema para controle de ponto.

Redução de custos

Para responder a questionamentos sobre medidas para redução de gastos, o Senado listou as medidas adotadas desde o início do ano. Segundo o levantamento, houve redução de 30% nos gastos dos senadores com passagens aéreas. As novas regras permitem a emissão de bilhetes apenas para o senador e um assessor designado. A dimunuição teria cooperado para uma economia de 10% nas despesas gerais da Casa neste ano.

Outra medida foi a redução da cota de telefones celulares dos diretores da Casa em R$ 50. As medidas foram tomadas, em sua maioria, em resposta a escândalos envolvendo senadores e diretores da instituição como, por exemplo, o envio de servidores a cursos, treinamento e seminários fora do Distrito Federal.

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