Senado legaliza servidores nomeados por atos secretos

O Senado legalizou hoje atos secretos que deram emprego a servidores fantasmas. Entre eles está Nilton Carvalho Neto, o poeta Neto Sambaíba. Ele é lotado na Diretoria-Geral desde 19 de junho de 2007 e nomeado por ato secreto.

Agência Estado |

Carvalho, porém, é um desconhecido no terceiro andar da diretoria do anexo I do Senado. Filiado ao PMDB, "Neto Sambaíba" é aliado do senador Mão Santa no Piauí. Foi empregado com um salário de R$ 4,9 mil, mas teve seu salário reduzido. Desde o ano passado, recebe R$ 1,2 mil por mês. Procurado por duas vezes, o senador Mão Santa não respondeu a reportagem.

Seu ato secreto entrou na leva das dez medidas convalidadas e publicadas no Diário Oficial da União. Esses atos se somam a outros cerca de 160 que já haviam sido validados entre os 511 descobertos.

Foi legalizado também o ato secreto que manteve o funcionário Antonio José Costa de Freitas Guimarães empregado no Senado. Hoje lotado no "Bloco da Maioria", Guimarães não cumpre expediente na Casa, apesar do salário de R$ 10 mil. É um dos principais assessores do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) na Câmara.

Além de "Neto Sambaíba", a advogada piauiense Sarah Christina Rios, nomeada no fim do ano passado por ato secreto, também garantiu seu emprego. Ela vive no Piauí, mas sua lotação é na Diretoria-Geral. O Senado convalidou ainda o ato secreto que nomeou Andressa Alves em junho de 2007 para trabalhar no Interlegis. Ela é filha do deputado Henrique Alves (PMDB-RN). Andressa foi exonerada do cargo no dia 2 de setembro passado.

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