BRASÍLIA - O Senado exonerou nesta quarta-feira mais 12 funcionários pela prática de nepotismo. Com as novas demissões sobe para 77 o número total de desligamentos. Destes, 46 são parentes de senadores e 31 de funcionários da Casa que ocupam cargos de chefia. Na edição do boletim também consta o afastamento do servidor Alberto Cascais do cargo de advogado-geral do Senado. Ele escreveu o enunciado, aprovado por unanimidade pela Mesa Diretora, que abriu brecha para alguns casos de nepotismo.

Apesar da perda do cargo em comissão, Cascais segue como funcionário de carreira do Senado. Seu antigo adjunto na Advocacia, Ralph Campos de Siqueira, também foi exonerado. O enunciado proposto por Cascais e aprovado pela Mesa na semana passada, permitia que parentes de senadores contratados antes da posse do parlamentar pudessem permanecer nos cargos.  

Devido a grande repercussão negativa da decisão, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), enviou o texto aprovado pelos senadores para o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que condenou o documento e ingressou com uma reclamação no Supremo contra o nepotismo no Senado. Por isso o boletim também revoga a decisão da Mesa baseada no enunciado de Cascais. 

Senador

Das demissões anunciadas nesta quarta, somente uma é relacionada à parentes de senador. No caso, foi exonerada a sobrinha de Jayme Campos (DEM-MT). As outra 11 dizem respeito a parentes de funcionários que ocupam cargo de chefia ¿ o que também é vetado pela Súmula Vinculante do Supremo que proibiu o nepotismo nos três poderes. 

No boletim há ainda douas outras exonerações. Uma delas não é relacionada ao nepotismo, a outra diz respeito a outra demissão de servidor do gabinete do senador Jayme Campos. Procurado pela reportagem o gabinete não se manifestou sobre o assunto.

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