Senado irá demitir mais diretores, afirma primeiro-secretário

BRASÍLIA - O primeiro-secretário do Senado, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), disse nesta sexta-feira que outros cargos de direção serão extintos nas próximas semanas, além dos 50 que tiveram a exoneração anunciada nesta quinta-feira. O senador não soube informar, porém, quais serão os diretores desligados e nem qual o total de diretorias que restarão na Casa.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Vamos reduzir para um número tradicional, explicou, sem anunciar números reais. Vamos fazem um enxugamento para que a máquina funcione melhor, garantiu. 

Existiam até o início da semana, 181 diretores no quadro administrativo do Senado, alguns esdrúxulos como diretor da garagem, e diretor de autógrafos em atas. Assim que a notícia foi veiculada na imprensa, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), determinou que todos os diretores colocassem os cargos à disposição.

Notícia publicada nesta sexta-feira pelo jornal Estado de S.Paulo informa que 70% dos 181 cargos de direção do Senado foram autorizados nas duas primeiras gestões de José Sarney à frente do parlamento. Heráclito disse, porém, que não foi essa a informaçõe que ele tem. Esses cargos foram criados ao longo dos últimos 12 anos, disse.

Heráclito Fortes determinou ainda a nomeação dos candidatos aprovados no concurso público promovido pelo Senado no final do ano passado. Os funcionários irão substituir os servidores terceirizados da área de Comunicação Social. Pelo que eu pude perceber, os funcionários concursados sairão mais baratos que os terceirizados, contou o senador. 

Cela no Senado

Outra reportagem veiculada hoje na imprensa revela que o Senado está construindo uma cela com grades e portão para deter pessoas que venham a cometer crimes dentro do prédio.

Apesar da determinação do presidente José Sarney em cortar gastos, a obra estava encaminhada e não foi cessada. Hoje, entretanto, Heráclito garantiu que irá pedir a interrupção da obra, segundo ele, "por cautela", explicou. 

Denúncias

Desde a eleição do senador José Sarney (PMDB-AP) para presidente do Senado, o parlamento tem sido alvo de diversas denúncias. O primeiro funcionário denunciado foi o ex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia. Acusado de esconder uma casa de R$ 5 milhões da Receita Federal, ele foi exonerado do cargo. 

Em seguida, outro diretor do Senado, desta vez de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, teve de ser afastado do cargo sob acusação de repassar aos filhos um apartamento funcional cedido pelo parlamento, enquanto o mesmo morava num bairro nobre em Brasília. 

Nesta semana ainda, o senador Tião Viana (PT-AC) apareceu na mídia por ter emprestado o celular pago pelo Senado para sua filha de 18 anos viajar ao México. Viana não informou o valor da conta, mas garante que pagará a fatura.

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