BRASÍLIA - Caso seja confirmada a licença do senador Fernando Collor (PTB-AL), que pretende se ausentar das atividades parlamentares durante o período eleitoral, o Senado deve iniciar seu segundo semestre legislativo, em 1º de agosto, com 23 suplentes, o que equivale a 28% de seus 81 membros.

E esse número ainda pode aumentar. Isso porque os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), Patrícia Saboya (PDT-CE) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) ainda não decidiram se vão ou não pedir licença durante suas campanhas para prefeito.

De acordo com o presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), o alto número de reservas pode prejudicar as votações na Casa. Ele ainda fez críticas veladas aos senadores titulares que cedem suas vagas num momento em que a Casa enfrenta "desafios".

"Eu acho que não afeta a responsabilidade maior dos que não são suplentes, e que não sendo, e conhecendo bem a Casa e os desafios que a Casa enfrenta deveriam tocar isso", disse. "[Mas] é óbvio que [o suplente] vai dar uma colaboração muito menor", completou.

Além dos senadores acima citados, estão de licença os seguintes parlamentares: Raimundo Colombo (DEM-SC) e Kátia Abreu (DEM-TO), Alfredo Nascimento (PR-AM), Edison Lobão (PMDB-MA), Hélio Costa (PMDB-MG), Regis Fichtner (PMDB-RJ), Gilvam Borges (PMDB-AP), Maria do Carmo Alves (DEM-SE) e Cícero Lucena (PSDB-PB). O senador João Capiberibe (PBS-AP) foi cassado os senadores Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), Jefferson Peres (PDT-AM), Jonas Pinheiro (DEM-MT) e Ramez Tebet (PMDB-MS) faleceram os senadores Ana Júlia Carepa (PT-PA), Duciomar Costa (PTB-PA), Ildon Marques (PMDB-MA), Joaquim Roriz (PMDB-DF), Leonel Pavan (PSDB-SC), Paulo Octávio (PFL-DF), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Teotonio Vilela Filho (PSDB-AL) renunciaram.

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