Senado gasta R$ 1 milhão com fretamento de aviões em quatro anos

BRASÍLIA - Entre 2005 e 2009, o Senado Federal gastou cerca de R$ 1 milhão com pagamento a empresas de táxi aéreo para fretamento de aviões. Em algumas ordens bancárias aparecem os nomes dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Heráclito Fortes (DEM-PI), Mão Santa (PMDB-PI) e do ex-senador Maguito Vilela (PMDB-GO).

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Nesse montante, Tasso Jereissati foi responsável por gastos da ordem de 470 mil. O ex-senador Maguito Vilela é o segundo que mais gastos: R$ 62,5 mil. Heráclito recebeu R$ 48 mil, e Mão Santa, R$ 18,5 mil.

Levantamento realizado pela OnG Contas Abertas aponta ainda R$ 574,1 mil pagos pelo Senado com táxi aéreo, porém, não foi possível saber com quais parlamentares o dinheiro foi gasto, pois, no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) aparece apenas o valor do pagamento, sem informar o nome do senador que utilizou essa verba.

Esta semana, os senadores Mário Couto (PSDB-PA) e Jefferson Praia (PDT-AM) admitiram, em discursos feitos em plenário, ter usado jatinhos fretados para fazer viagens para lugares onde aviões comuns de carreira não fazem rota.

O Contas Abertas apurou também a quais empresas de táxi aéreo foram pagos os serviços de fretamento e encontrou o nomes 11 firmas: Voetur Táxi Aéreo, TAM Táxi Aéreo Marília, Aerotec Táxi Aéreo, Ceara Táxi Aéreo, Sociedade de Táxi Aéreo Weston, Líder Táxi Aérea ¿ Air Brasil, JK Táxi Aéreo, Mato Grosso do Sul Táxi Aéreo, Sete Táxi Aéreo, Icaro Táxi Aéreo e Amapil Táxi Aéreo. 

O regimento do Senado não proíbe o uso da verba indenizatória e da cota de passagens como fretamento de aviões, porém também não regulamenta a prática. De acordo com o diretor-geral do Senado, José Alexandre Lima Gazineo, o uso da verba é legal porque a conversão em espécie do valor das passagens e o seu uso diretamente pelos senadores, para fins de transporte, é assunto omisso no regimento.

Tasso Jereissati

O aluguel de jatinhos no Senado tomou repercussão após notícia veiculada na imprensa de que o senador Tasso Jereissati usou R$ 470 mil com fretamento de jatinhos, inclusive para viagens a São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que seu Estado de origem é o Ceará.  

Nesta quinta-feira, ele negou qualquer irregularidade no uso da sua verba oficial de passagens aéreas pagas pelo Senado para fretar jatinhos particulares. Segundo ele, esta prática é utilizada por diversos senadores e deputados. Eu fiz porque era legal. Eu fiz dentro de uma cota, de uma ferramenta que é colocada à disposição dos senadores. Se ela deveria existir ou não, esta é outra discussão, disse em plenário.

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