Senado exonera mais nove beneficiários de nepotismo

BRASÍLIA - A Secretaria de Recursos Humanos do Senado publicou nesta segunda-feira o ato de exoneração de nove funcionários beneficiários de nepotismo, dentre os quais dois parentes de senador. Outros dois servidores pediram dispensa dos cargos de chefia para evitar que parentes fossem demitidos.

Carol Pires e Severino Motta - Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico Até agora, 45 parentes de senadores já foram exonerados depois da edição da Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu o nepotismo nas três esferas do Poder. E outros sete diretores e chefes de gabinete pediram dispensa dos cargos de chefia para preservar parentes.

Com essas últimas demissões, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), acredita que todos os casos de nepotismo na Casa foram resolvidos.

Com essas demissões se caminha para o final [dos casos de nepotismo]. A não ser que o procurador com sua decisão acarrete mais demissões, afirmou Garibaldi, se referindo à consulta que fez à Procuradoria Geral da República (PGR) sobre a possibilidade de manter parentes de senadores contratados antes da posse do parlamentar.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), segundo vice-presidente do Senado, cabe agora a Garibaldi determinar à secretaria da Casa uma verredura para ver se após essas demissões ainda resta algum caso de nepotismo. Se houver, tem que ser resolvido, analisou Dias.

Tinha que se cumprir a súmula imediatamente. Não precisava dar espaço para essa publicidade negativa, pois era uma questão irreversível. Mas, de qualquer maneira, as providências foram tomadas, concluiu.

Exonerações

Das nove pessoas exoneradas nesta segunda-feira, sete eram parentes de servidores de carreira da Casa. As outras duas eram parentes do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).

Janaina Cafeteira Afondo Pereira e Maria Genilda de Sousa Leite, respectivamente filha e cunhada de Cafeteira, divulgaram nota à imprensa na última sexta-feira criticando a imprensa e pedindo exoneração em caráter irrevogável.

"O que ocorreu após isso (autorização do Senado para a permanência no cargo) foi uma avalanche de notícias infundadas e distorções como se o Senador Cafeteira pretendesse burlar ou fugir do rigor da Lei", diz a nota.

A Mesa Diretora do Senado havia autorizado que as duas permanecessem no cargo por entender que, como elas foram contratadas em 97, antes do atual mandato de Cafeteira, não se poderia atribuir a influência do parlamentar na permanência das duas na Casa até 2008.

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