Senado dos EUA libera entrada de portadores de HIV no país

O Senado dos EUA aprovou o fim da proibição à entrada de portadores do HIV no País, medida adotada também por outras 11 nações no mundo e considerada ofensiva à legislação internacional de direitos humanos, que veda a discriminação em razão de doença. A proposta, referendada na última quarta-feira, ainda terá de passar pelo crivo do presidente norte-americano, George W.

Agência Estado |

Bush, mas a Casa Branca deverá ser favorável à medida, uma vez que o presidente já manifestou, há dois anos, ser favorável à mudança da lei.

"Durante duas vergonhosas décadas o Senado, o Congresso e o país ignoraram o tema", afirmou à imprensa norte-americana o senador democrata John Kerry, autor da proposta que alterou a legislação. Kerry destacou ainda que mesmo pessoas com a gripe aviária, doença que traz um risco muito maior de disseminação por ser transmitida pelo ar, têm mais facilidade para entrar nos EUA do que os portadores do vírus da aids, doença sexualmente transmissível.

A alteração, no entanto, não derrubou a proibição para que pessoas vivendo com o HIV obtenham autorização para residir nos EUA. No mundo, 67 países têm algum tipo de restrição ao trânsito de portadores do HIV. Também a China promete em breve eliminar a barreira a turistas e estudantes.

Brasil

No Brasil, há hoje cerca de 600 mil pessoas portadoras do vírus. Um dos casos emblemáticos dos efeitos da restrição foi o do professor Apolo Marcos que, em 2005, foi expulso dos EUA após ser questionado sobre medicamentos em sua mala. Marcos disse que os medicamentos eram contra o HIV e imediatamente foi enviado para área restrita do aeroporto de Atlanta, onde ficou sem comida e sem os remédio.

Quando ele pediu para deitar, foi informado que o local não era um hotel. O caso do professor gerou protestos de entidades que defendem os direitos de pessoas que vivem com o HIV, que se manifestaram na porta da embaixada norte americana em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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