Senado deve economizar R$ 110 milhões em 2009, afirma Tajra

BRASÍLIA ¿ O diretor-geral do Senado Federal, Haroldo Tajra, afirmou nesta terça-feira que em vez de pedir verba orçamentária extra, a Casa Legislativa irá fechar o ano com o superávit de R$ 110 milhões. ¿É tradição do Senado pedir uma suplementação orçamentária. Em 2008, foi R$ 117 milhões. Em 2007, R$ 233 milhões. Neste ano, não foi feito pedido¿, disse.

Camila Campanerut, iG Brasília |

Segundo Tajra, os cortes em impressão de material gráfico, no recolhimento de veículos, em contas de telefones, entre outros itens, proporcionaram esta redução de gastos e a não utilização de mais de R$ 100 milhões.

Tajra participa nesta tarde da audiência pública sobre as medidas já adotadas pela Casa para solucionar os problemas administrativos e de gestão na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM ¿PI), também foi convidado para participar e avaliou que se medidas tivessem sido tomadas há 15 anos, eles não teriam de ter de dar satisfações sobre os escândalos nos últimos meses sobre a denúncia de não publicação de atos administrativos no período. "Pagamos o preço, a maré já está acalmando, mas ainda falta para que se chegue aonde se quer chegar, explica. 

Medidas já adotadas

Haroldo Tajra citou algumas medidas já adotadas como a troca de 15 diretores. Não houve apenas a troca de nome, mas a mudança de paradigma, que ficou mais descentralizada, explica.  

A volta dos trabalhos do Conselho de Administração, que já existia, mas não se reunia, foi levantada por Tajra, bem como a inauguração do portal da transparência e a revisão de contratos de mão de obra.

Tajra aponta que, apenas nas revisões nos contrato de comunicação e vigilância, houve economia de quase R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões no primeiro setor e outros R$ 2, 6 millhões no segundo.

O servidor contou que a área de comunicação possuia 337 funcionários e se descobriu que eles recebiam R$ 10 mensais cada por treinamento que nunca existiu. Outro episódio citado por ele de desvio de dinheiro, foi o pagamento para este setor de R$ 1000 por funcionário por ano para compra de uniformes. No entanto, apenas 94 deles usavam. 

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