BRASÍLIA ¿ O diretor-geral do Senado Federal, Haroldo Tajra, afirmou nesta terça-feira que em vez de pedir verba orçamentária extra, a Casa Legislativa irá fechar o ano com o superávit de R$ 110 milhões. ¿É tradição do Senado pedir uma suplementação orçamentária. Em 2008, foi R$ 117 milhões. Em 2007, R$ 233 milhões. Neste ano, não foi feito pedido¿, disse.

Segundo Tajra, os cortes em impressão de material gráfico, no recolhimento de veículos, em contas de telefones, entre outros itens, proporcionaram esta redução de gastos e a não utilização de mais de R$ 100 milhões.

Tajra participa nesta tarde da audiência pública sobre as medidas já adotadas pela Casa para solucionar os problemas administrativos e de gestão na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM ¿PI), também foi convidado para participar e avaliou que se medidas tivessem sido tomadas há 15 anos, eles não teriam de ter de dar satisfações sobre os escândalos nos últimos meses sobre a denúncia de não publicação de atos administrativos no período. "Pagamos o preço, a maré já está acalmando, mas ainda falta para que se chegue aonde se quer chegar, explica. 

Medidas já adotadas

Haroldo Tajra citou algumas medidas já adotadas como a troca de 15 diretores. Não houve apenas a troca de nome, mas a mudança de paradigma, que ficou mais descentralizada, explica.  

A volta dos trabalhos do Conselho de Administração, que já existia, mas não se reunia, foi levantada por Tajra, bem como a inauguração do portal da transparência e a revisão de contratos de mão de obra.

Tajra aponta que, apenas nas revisões nos contrato de comunicação e vigilância, houve economia de quase R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões no primeiro setor e outros R$ 2, 6 millhões no segundo.

O servidor contou que a área de comunicação possuia 337 funcionários e se descobriu que eles recebiam R$ 10 mensais cada por treinamento que nunca existiu. Outro episódio citado por ele de desvio de dinheiro, foi o pagamento para este setor de R$ 1000 por funcionário por ano para compra de uniformes. No entanto, apenas 94 deles usavam. 

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