Senado defende Cristovam Buarque para Unesco

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado, Flávio Arns (PT-PR), enviou hoje pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que intervenha na decisão do Itamaraty em apoiar o egípcio Farouk Hosni para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). No documento assinado pelos 27 integrantes da comissão, Arns defendeu a indicação à vaga do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), candidato que concorre ao lado de Márcio Barbosa, atual diretor-adjunto da Unesco, pela indicação do Brasil ao cargo.

Agência Estado |

Segundo o presidente da comissão, o pedido manifesta a vontade da maioria do Senado. Ao receber a notícia de que Arns havia articulado um pedido de apoio à sua candidatura, Cristovam agradeceu o esforço dos colegas e lembrou que, além dele, há também o nome de Barbosa na disputa, segundo afirmou a sua assessoria.

Responsável por escolher o candidato do Brasil para a disputa, o Itamaraty fechou acordo sobre a indicação do nome do egípcio Farouk Hosni. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já declarou que não mudará a decisão. Segundo ele, o apoio do Brasil à indicação do egípcio faz parte de uma política brasileira de aproximação com o mundo árabe.

Na semana passada, membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado também tentaram dissuadir Amorim para que indique ao cargo um nome brasileiro. O presidente da comissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), enviou requerimento ao Itamaraty no qual argumenta que é "estranho" o País apoiar o egípcio. Azeredo disse na ocasião que Farouk é um homem controverso e envolvido em condutas antidemocráticas como ministro da Cultura do Egito.

A justificativa do senador refere-se a um artigo publicado na semana passada por intelectuais franceses que acusavam Farouk de antissemitismo. De acordo com eles, o ministro egípcio teria dito frases como "Israel nunca contribuiu à civilização em nenhuma época" e "a cultura israelense é uma cultura inumana". Em visita ao Rio de Janeiro, no dia 19, Farouk desmentiu o rótulo de antissemita e disse que as frases foram disseminadas pelo governo americano para prejudicá-lo. A decisão do governo brasileiro será levada a Paris até o dia 31 deste mês.

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