BRASÍLIA - Na tentativa acabar com a crise administrativa que vem enfrentando, o Senado dará continuidade à política de extinção de cargos de diretoria na próxima semana, segundo o 1º secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI). Ontem, o parlamentar anunciou a extinção de 50 das 181 diretorias do Senado.

"Semana que vem vai continuar. Precisamos enxugar essa máquina", disse. "E vamos reduzir para um número tradicional", comentou Heráclito, sem revelar qual seria esse total. "Essa não é uma decisão isolada. É uma decisão da Mesa Diretora", completou, afirmando que a Fundação Getulio Vargas (FGV), contratada para passar um pente fino na Casa, irá definir o número ideal de diretores no Senado.

A lista com os nomes dos 50 diretores que serão exonerados na primeira etapa deve sair ainda hoje.

Heráclito Fortes também determinou o recolhimento dos veículos de representação que estejam à disposição de diretores do Senado, exceto os da Diretoria-Geral e da Secretaria-Geral da Mesa. "Não sei quantos automóveis existem, mas os carros foram recolhidos e semana que vem iremos tomar as medidas cabíveis", acrescentou.

A contratação dos candidatos aprovados no concurso do Senado no ano passado também está entre as determinações. A ideia é substituir os terceirizados na Casa. "Os concursados saem mais barato que os terceirizados", afirmou o senador. As empresas de terceirização também enfrentam denúncias de que diretores estariam usando sua influência para contratar parentes por meio dessas empresas.

Heráclito disse que também mandou suspender a construção de uma cela nas dependências do Senado, que estava sendo feita para deter pessoas que cometessem crimes dentro da Casa. A obra seria parte das reformas para ampliar a estrutura da Polícia Legislativa e, segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", estaria orçada em R$ 569 mil. "Mandei suspender a obra por cautela", explicou o 1º secretário.

(Agência Brasil)

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