Senado aprova nova composição do Conselho de Ética

BRASÍLIA - O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, com 53 votos favoráveis e apenas três contra, a nova composição do Conselho de Ética do Senado. O colegiado estava inoperante desde março deste ano. Nos próximos dias os novos membros deverão se reunir para eleger o presidente da comissão.

Carol Pires, repórter em Brasília |


O Conselho de Ética deverá analisar, tão logo comece a trabalhar, três denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e duas representações movidas pelo PSOL, uma contra Sarney e outra contra Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado.

As denúncias de Virgílio questionam a responsabilidade de Sarney na edição de 663 atos secretos, e também seu envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro doado pela Petrobras pela Fundação José Sarney. Nesta terça-feira, o líder tucano apresentou nova denúncia aponta quebra de decoro parlamentar no fato de Sarney ter negado participar da administração da fundação que leva seu nome, fato que foi desmentido pela imprensa.

As representações do Psol acusam o ex-presidente Renan Calheiros e o atual, José Sarney, de responsabilidade na edição dos atos secretos que foram usados pela administração do Senado para contratar parentes de senadores e aumentar rendimentos de funcionários sem conhecimento público.

Agência Senado
Sarney pediu investigação sobre possíveis contas em seu nome

Novos membros

Pelo PMDB, farão parte do Conselho de Ética os senadores Wellington Salgado (MG), Almeida Lima (SE), Gilvam Borges (AP) e Leomar Quintanilha (TO) como membros titulares, e Valdir Raupp (RO), Paulo Duque (RJ) e Romero Jucá (RR) como suplentes.

O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), articula a indicação de Paulo Duque para a presidência do Conselho de Ética. A estratégia é minar os processos contra José Sarney antes mesmo de que os processos sejam instaurados, uma vez que o presidente do colegiado tem poder de arquivar as denúncias sem levá-las para análise dos demais conselheiros.

Com direito a uma vaga, o PTB indicou João Vicente Claudino (PI) para titular e Gim Argello (DF) para suplente. O PDT indicou apenas Jefferson Praia (AM) para titular. A base aliada será composta na comissão pelos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), João Pedro (PT-AM), João Ribeiro (PR-TO), Inácio Arruda (PcdoB-CE) como titulares, e Delcídio Amaral (PT-MS), Ideli Salvatti (PT-SC), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Augusto Botelho (PT) na suplência.

Pela oposição, ficaram eleitos os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Heráclito Fortes (DEM-PI), Eliseu Resende (DEM-MG), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Sérgio Guerra (PSDB-PE). Antonio Carlos Junior (DEM-BA), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Maria do Carmo Alves (DEM-SE), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Álvaro Dias (PSDB-PR) ocuparão vagas de suplência.

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