Senado aprova Getúlio Vargas para Livro dos Heróis da Pátria

Nem mesmo o fato de ter instalado uma ditadura no País no período de 1937 a 1945 impediu que a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovasse nesta terça-feira a inscrição do nome do ex-presidente Getúlio Vargas no Livro dos Heróis da Pátria, que está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

Agência Estado |

O projeto, de autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e relatado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi aprovado em caráter terminativo. Ou seja, tem tramitação mais rápida do que o normal, não precisando ser votado pelo plenário, seguindo diretamente para a apreciação da Câmara dos Deputados.

Vargas chegou ao poder pela primeira vez em 1930, como principal líder político da revolução do mesmo ano, que derrubou do poder o então presidente Washington Luís, dando ao político gaúcho o comando do governo provisório do Brasil e encerrando o período conhecido como República Velha.

Em 1934, Vargas foi eleito presidente de forma indireta pelo Congresso Nacional, com mandato previsto até 1938, quando seriam feitas novas eleições. Antes disso, porém, Vargas deu um golpe, iniciando uma ditadura no Brasil até 1945, no período conhecido como Estado Novo.

Na época, houve perseguições políticas e prisões, acirramento da censura e até mesmo flerte político com o nazismo alemão, no período que antecedeu a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos aliados, depois de ser pressionado politicamente pelos Estados Unidos para se alinhar contra as forças do Eixo.

Relator da proposta de inclusão do nome de Vargas, Simon não poupou elogios para o ex-presidente. "Vargas foi um grande estadista e um dos nomes mais fantásticos de nossa história", afirmou.

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