Senado afasta diretor-geral em meio a escândalo

BRASÍLIA (Reuters) - Alexandre Gazineo, que substituiu Agaciel Maia na diretoria geral do Senado, foi afastado do cargo nesta terça-feira antes da reunião da cúpula da instituição para divulgar os atos secretos, estopim do mais recente escândalo que atingiu os senadores. Para o lugar de Gazineo foi indicado o servidor Haroldo Tajra. Para a diretoria de Recursos Humanos foi indicada Doris Marize. Ambos vão ocupar esses cargos provisoriamente até que os senadores decidam por outros nomes apoiados pelo conjunto do plenário. Os dois fazem parte da atual estrutura de servidores que está no centro do escândalo que atinge a Casa.

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Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi (ex-diretor de Recursos Humanos) foram afastados e são alvo de denúncias de que teriam manipulado boletins internos do Senado, mantendo decisões de contratação de parentes e aumentos salariais sob sigilo, quando a lei determina publicidade a eles.

A Mesa Diretora do Senado se reuniria às 15h30 desta terça para discutir um relatório feito por uma comissão interna para investigar o caso e os próprios atos secretos, negados inicialmente pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e por Agaciel e Zoghbi.

De acordo com os primeiros relatos de senadores que tiveram acesso à lista de mais de 650 atos secretos, há muitos parlamentares de diversos partidos que se beneficiaram do expediente. Isso facilitaria o que, em momentos de denúncias já se convencionou a chamar de "operação abafa".

Por ser presidente da Casa e ter comandado o Senado em outras ocasiões, Sarney é apontado como o principal responsável político da crise. Na segunda-feira, diversos colegas pediram publicamente o afastamento dele do cargo até a conclusão das investigações.

(Reportagem de Natuza Nery)

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